terça-feira, 28 de maio de 2013

Trote Universitário

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O trote teve sua origem nas primeiras universidades européias, os candidados ao ingresso nessas universidades tinham as roupas retiradas e queimadas, eram raspados os seus cabelos, porém a justificativa do ato se dava pela necessidade de aplicação de medidas profiláticas contra a propagação de doenças, é o que afirma Antonio Zuin, autor do livro O Trote na Universidade: Passagens de um Rito de Iniciação. 


Nos dias atuais, as opiniões relacionadas ao tema tem sido bastante amplas e divergentes. O trote como prática humilhante e vexatória, tem se tornado cada vez mais comum nas universidades. No último dia 24, em São João del-Rei, estudantes do curso de Zootecnia e de Engenharia Elétrica, da UFSJ foram presos pela prática de trote, acusados do crime de constrangimento ilegal. A prisão foi feita com base em uma lei municipal que Proíbe o Trote nas Universidades, Faculdades e outros estabelecimentos de ensino nas vias públicas municipais. 

Episódios como este instigam polêmica. Alunos são obrigados a passar por episódios de violência física ou psicológica com a justificativa de se integrarem no novo grupo, como prática de inserção. Alguns casos podem chegar ao extremo de o calouro pagar com a própria vida, o primeiro registro de morte ocorreu em Recife, um aluno da Faculdade de Direito, em 1831. E infelizmente não parou por aí, a mídia mostra casos de barbáries que são cometidas em trotes, alguns episódios são relatados no Guia dos Curiosos, como casos de “trotes violentos”.

Existe também adeptos da opinião de que o trote feito de forma voluntária e consciente, não violenta pode ser uma forma de diversão e de realmente ser um rito de passagem. Auxiliando os novatos a interagirem uns com os outros e com os próprios veteranos. Mas para alguns, os que se negam a participar da interação são sumariamente coagidos, intimidados, perseguidos ou mesmo isolados do convívio das atividades dos demais.

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