terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Sistema de Seleção Unificada - Sisu 2014

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O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) é um sistema informatizado gerenciado pelo Ministério de Educação e Cultura, onde instituições de ensino superior oferecem vagas em seus cursos para estudantes que participaram do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Neste ano o Sisu possui apenas uma etapa de inscrição, com duração de uma semana, onde o aluno pode se inscrever em duas opções entre as vagas ofertadas, utilizando a nota obtida no ENEM 2013. Todos os dias o sistema calcula a nota de corte de cada curso de acordo com as notas dos inscritos para aquela vaga, e a partir dessas informações o aluno pode alterar suas opções de curso. São realizadas duas chamadas de selecionados: os candidatos selecionados em sua primeira opção de curso não participarão da segunda chamada, independente de terem ou não se matriculado no curso escolhido. Já os candidatos selecionados em sua segunda opção de curso participam da segunda chamada, podendo ser selecionados para sua primeira opção de curso, caso tenham vagas disponíveis. Se este candidato tiver realizado a matrícula no curso selecionado como segunda opção e for chamado para o curso selecionado como primeira opção, a matrícula neste implica em, automaticamente, o cancelamento da matrícula naquele.

Para o Sisu 2014 foram ofertadas 171 mil vagas em 115 instituições de ensino superior em todo o país. Segundo o site do jornal O Globo, a partir deste ano mais seis universidades federais aderiram integralmente ao Sisu, sendo elas a Universidade Federal da Bahia, a Universidade de Brasília, a Universidade Federal do Triângulo Mineiro, a Universidade Federal de Minas Gerais, a Universidade Federal da Integração Latino-americana e a Universidade Federal da Grande Dourados. Com essas adesões, 50 das 59 universidades federais do país passam a utilizar o Sisu como processo de seleção, sendo que as outras 9 utilizam o ENEM como único processo seletivo ou como parte deste.

A partir do segundo semestre de 2013 a Universidade Federal de São João del-Rei aboliu o vestibular próprio e aderiu integralmente ao Sisu como forma de ingresso. Com essa mudança o número de inscritos passou de 11.874 no início de 2013, quando a UFSJ ainda realizava o vestibular próprio, para 39.805 com a utilização integral do Sisu, um aumento de 250% no número de inscrições. A concorrência nos cursos também ficou mais acirrada. De acordo com o site oficial, o curso de maior concorrência na UFSJ foi o de Medicina que será ofertado pela primeira vez na cidade de São João del-Rei, com 153,69 candidatos por vaga, superando tanto o curso de Medicina oferecido no campus de Divinópolis, que teve a inscrição de 119,29 candidatos por vaga, quanto o mais concorrido da UFMG, Administração, com 134,92 candidatos por vaga.

Nós do blog No Pé da Política já publicamos uma postagem sobre o Sisu, que você pode acessar para obter maiores informações. Não deixe também de assistir ao vídeo!

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Conselho Nacional de Saúde (CNS) – Parte 2



Continuando a postagem realizada sobre o Conselho Nacional de Saúde, apresentamos uma entrevista com Filippe de Mello Lopes, mestrando pela Universidade Federal de São João del-Rei, com o tema “As novas comunidades terapêuticas e as velhas políticas sobre drogas no Brasil: um estudo de caso sobre a ‘Aliança pela Vida’”.  Além disso, possui experiências na graduação em estudos sobre políticas públicas de saúde. 

No vídeo Filippe discorre sobre os Conselhos de forma geral e, principalmente sobre os Conselhos de Saúde e de Políticas sobre drogas, apresentando alguns desafios encontrados atualmente e alertando sobre a importância da participação social na construção da cidadania no Brasil. 

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

EJA - Educação de Jovens e Adultos



A EJA (Educação de Jovens e Adultos) é definida na Lei de Diretrizes e Bases de Educação Nacional (LDB) de 1996  como sendo uma modalidade de ensino destinada aos jovens e adultos que não tiveram acesso ou continuidade de estudo no ensino fundamental e médio na idade própria.

A proposta da EJA vai de acordo com a Constituição Federal de 1988 que estabelece que “a educação é direito de todos“, sendo o “ensino fundamental obrigatório e gratuito, inclusive sua oferta garantida para todos os que a ela não tiveram acesso na idade escolar”. Nesse contexto, a LDB assegura ao poder público viabilizar tal objetivo, mediante ações que possam facilitar e estimular o alunos ao início e continuidade dos estudos.

A idade mínima para o Ensino Fundamental na EJA, de acordo com o parecer 05/97 do Conselho Nacional de Educação  é de 15 anos e o nível de conclusão do Ensino Médio é de no mínimo dezoito anos. De acordo com o MEC, os conhecimentos e habilidades adquiridos pelos educandos serão avaliados mediante exames. Além disso, o ensino da EJA segue a base nacional comum do currículo, propiciando o prosseguimento de estudos em caráter regular, após a conclusão das séries da Educação de Jovens e Adultos.

O Blog No Pé da Política realizou uma entrevista com a coordenadora geral da EJA de São João del-Rei-MG, Solange, no mês de Dezembro de 2013.

De acordo com Solange, 3 escolas da cidade possuem Educação de Jovens e Adultos. Para ela, o objetivo da EJA é principalmente dar oportunidade de estudo para quem teve que interrompê-los por causa do trabalho.  As aulas são realizadas no turno da noite. Segundo Solange, em São João del Rei, a Eja existia antes 2002 em forma de projeto social, sendo que após 2002 que mudanças começaram a ocorrer e se a Educação de Jovens e Adultos –EJA se constituiu como modalidade de ensino na cidade.

A principal dificuldade relatada por Solange é o alto índice de evasão dos alunos. Sobre essa questão, Maria Clara de  Pierro, docente da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) destaca alguns fatores que contribuem para essa evasão: exercícios de atividades laborativas no mesmo turno que as aulas, dificuldades de locomoção (distância), cansaço advindo do trabalho, falta de motivaçaõ, etc. Desse modo, a Educação muitas vezes não é tida como prioridade, o que muitas vezes os leva a abandonar a escola, deixando de concluir os estudos.

É oportuno trazer como reflexão a importância da EJA na sociedade. Entre possíveis ações,  a possibilidade de implantação de políticas para a EJA, elaboração de propostas adequadas de ensino, pensar a questão da evasão e de outros problemas considerando o contexto dos alunos e tentar propostas de entender e intervir sobre o problema, etc. Além disso, torna-se importante à sociedade a divulgação da Educação de Jovens e Adultos como possibilidade de ensino.



Saiba mais:

Visões da Educação de Jovens e Adultos no Brasil 

O discurso do educador com os alunos da EJA